quarta-feira, 16 de julho de 2014

"MOURA ENCANTADA"

"MOURA ENCANTADA"

Moura escondida
A espera do seu cavaleiro andante
Por desertos, por noites escuras.
Pálida de amor, de um palácio encantado
Encantado de aventura e de ilusão.
Desmaia, exausta e vacilante, à espera
Do seu cavaleiro montado num cavalo.
Galopa com o vento,
Vê ao longe a sua amada com os cabelos ao vento
Feito do tempo.
O vento entra nos versos ditos e lidos
Da sua amada dos invernos longos cinzentos
Minha amada,
Não tenho o tempo que queria para ti
Minha doce e fiel amiga.
Dona do meu coração,
Parto sem tempo... com tempo ou talvez....
Sem tempo para repousar o meu corpo e a minha alma!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 8 de julho de 2014

"LOUCAMENTE"

"LOUCAMENTE"

Ama-me loucamente com tempo.
Com o silêncio eu espero-te.
Devora-me como um lobo selvagem.
Faminto, desejoso.
Rasga-me o corpo e explode esta paixão.
Que guardei dentro do meu coração.
Devora-me explora o meu corpo.
Castiga-me com os teus desejos.
Mas, nunca mais fiques longe de mim.
O teu beijo deixa-me louca.
E não consigo ficar sem ti.
Devora-me por inteira.
Até saciar esta vontade que trago.
Apaga este fogo que me consome.
Que consome a minha alma.
Gosto do teu sabor, do teu perfume.
De sentir o gosto da tua pele.
Do arrepio que me causas.
O nosso gemido, é e será sempre único.
Seduz-me e acende esta minha vontade.
Devora-me como um lobo selvagem.
Faminto e desejoso.
Como se fosse esta a primeira vez ou a ultima !.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 2 de julho de 2014

"MULHER"

 "MULHER"

Não quero ser quem sou.
A migalha de mulher que sou hoje.
Quero gritar
Gritar bem alto aos quatro ventos.
Amar perdidamente...
Até agarrar em todas as palavras.
Com as minhas mãos abertas.
Esmagá-las contra o peito.
Para esquecer tanto ódio.
Tanta amargura.
Tanta tristeza.
De todos aqueles que não sabem amar!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca