quinta-feira, 29 de maio de 2014

" VESTIDA DE TI"

" VESTIDA DE TI"

Espero-te logo na praia.
Eu estarei vestida de preto.
Pronta para navegar lés a lés.
Nas ondas do teu corpo.
Na praia quente, nua de lua.
Nostálgica, nas asas do vento.
Meu amor, acaba com o tormento.
Desta espera, desta saudade
Afaga todos os meus desejos.
Com o sabor dos teus beijos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.


terça-feira, 27 de maio de 2014

"FERIDAS SARADAS"


 
  "FERIDAS SARADAS"

Muitas vezes as pessoas que amamos
É que nos magoam
Deixam feridas que custam a curar.
A dor faz-nos chorar....faz-nos sofrer
Faz-nos querer parar de viver.

Até que algo simples toca o nosso coração.
Como a beleza do mar e do pôr do sol.
Carregar no ventre os filhos muito desejados e amados.
De uma noite ao luar e estrelada

A simplicidade do vento ou da brisa, a bater no nosso rosto.
Descobrir as pessoas que pareciam ser sinceras.
E que receberam a nossa confiança foram desonestas.
Dar graças à força de Deus que nos chama para a vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



sexta-feira, 23 de maio de 2014

"ABRIGO MEU"

"ABRIGO MEU"

Abrigo o meu pranto
........Mudo de fragas
Florescem as giestas
As estevas, o jasmim
........Lavo as insônias
No relento do orvalho
Das madrugadas frias
Onde chegam os murmúrios
.......Reflexos tumultuosos
Silenciosos e frenéticos
Onde perco-me nas encostas
..........Nas encostas de ti.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 21 de maio de 2014

"SINTO SINTO"

"SINTO SINTO"

Sinto a chuva a cair.
Sinto, sinto o meu corpo.
A minha alma.
A flutuar no vazio.
No vazio da noite.
Esquecida.
Com ela as letras perdidas.
Palavras feitas em poemas.
Escritas num livro.
Num livro branco.
De diversas cores.
Disfarçado de amores ou desamores.
Lá fora cai a chuva, onde molha as flores.
Molha os nossos pensamentos.
Fazendo-nos sonhar.
Amar, sentir
Os pingos da chuva batem.
Nos vidros da janela
Cá dentro sentados à lareira.
Tu e eu.
Abraçados aquecemos os nossos corações.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 14 de maio de 2014

"SOMBRIAS PERIGOSAS"

 "SOMBRIAS PERIGOSAS"

Noites sombrias
Chamadas de perigosas
Mágoas proibidas
Antigos fantasmas
Murmúrio turvo feito num sonho
Negras obscuras do caminho
Manhãs de sol
Noites de luar
Destinos feitos num olhar
Longe de tudo
Longe de nada
Solidão em súplicas
Coração nas chamas
Perdeu a cor
Perdeu a razão
Sonhos vazios
Sonhos de amor
Noites sombrias da minha solidão.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"AFETOS"

 "AFETOS"

São os afetos
Na ausência de quem dá.
As lágrimas derramadas.
De quem queria bem.
No meio de tantos versos.
De tantos verbos
Exclamados
Lidos, não lidos
Esquecidos
O melhor recanto, que seja o silêncio.
Só o silêncio.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 2 de maio de 2014

"SEM TI"

 "SEM TI"

Sem ti é estranho
Sentir este silêncio
O ar deixou de circular
O relógio parou
O tempo passou ao desespero
As sombras
Vieram fazer-me companhia
Oiço os gritos
Sinto falta dos gemidos
Procuro-te nesta casa vazia
E nada encontro
Quero encontrar qualquer memoria
Que traga-te perto de mim
Apenas encontrei este silêncio
Em formas de sombras.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca