sábado, 28 de junho de 2014

"CHOVE"

"CHOVE"

Derramei as lágrimas
........ Do meu coração.
E chorei num dia de chuva
...........Para não ver as lágrimas cair.
Onde a minha alma
........Secou-as simplesmente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"FOGUEIRA DA VAIDADE"

 "FOGUEIRA DA VAIDADE"

Palha que arde
Na fogueira da vaidade
Olhares que gritam
Em silêncios abafados.
Pausas ruidosas feitas
Em palavras que incomodam.
Pedras no caminho
Mudas de sentimentos
Um minuto sobre o ventre.
Dou voltas no vazio
 Tenho frio nos meus sonhos.
Frio na minha cama
A saudade deixa pedacinhos.
Pedaços de nós
Os ladrões do sono.
Saquearam a minha noite.
Ocuparam um espaço vazio.
Na minha alma sonâmbula.
Um deles teve pena de mim.
Do meu silencio
Do meu coração irrequieto.
Afinal amamos tanto
Tanto o nosso tempo.
Que ficamos sem tempo.
Para amar e viver
Palha continua arder
Na fogueira do orgulho e da vaidades.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca




terça-feira, 17 de junho de 2014

" LONGE LONGE"

" LONGE LONGE"

Lá longe
Onde a minha alma vagueia.
Esquecida na brisa do deserto.
............Onde sentia
Sentia o beijo do mar.
Perdida de um vazio amargurado.
Escondida com medo.
Com medo da cruz.
Deste-me um beijo seco.
...........Amargo.
Onde podia sentir o grito em silêncio.
Aflita está a minha alma que só.
.........Só eu a posso ouvir.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 11 de junho de 2014

"CORTINA AO VENTO"

 "CORTINA AO VENTO"

Quarto quente
Cortina velha ao vento.
Quarto de tábuas corridas.
Pedaço de um longo pano.
Resiste a paixão na madrugada.
Revelando-me os contornos do teu rosto.
Da nossa noite de amor.
Perde-se nas horas, nos dias.
Terno abraço de carinhos e beijos.
Perpétuo entrelaçar de corpos.
Sonhos fiéis dos nossos dias.
Quarto de tábuas corridas.
Janelas com as cortinas soltas ao vento.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"PROCURO PEDAÇOS"

 "PROCURO PEDAÇOS"

Procuro pedaços.......pedaços de amor
De luz.....de sonhos...de palavras
De memórias....de lembranças...de estrelas
Mergulho na escuridão da noite
Onde a solidão vagueia murmurando as letras.
Escritas deitadas ao deserto......vazio da tua voz
Farol esquecido...perdido ...de esperança.
Refugio do teu peito....de um bater forte do coração
Traz-me a vida...a vida tantas vezes lenta, a passos sonolentos
Sente-me a alma.....alma inquietante
Agitada...como as águas do mar
Sonâmbula nas madrugadas
Escuras....cinzentas...nubladas
Perdidas...de desgostos....de beijos que sabem a sal
Ternuras soltas ao vento
Memórias das gaivotas em terra....
Procuro pedaços
E tu sentes-me a alma nua... frágil em poemas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 3 de junho de 2014

"ESCREVO COM A PENA "

 "ESCREVO COM A PENA "

Escrevo
Com a pena no teu corpo
Fazendo
Dele o meu caderno de poesia
Escrevo com tinta da China
Tatuando os beijos da tua boca
Ouve o meu coração
Deixa o mundo cair
Ama-me
Mergulha no meu corpo
Beija a minha alma
Rapta-me
Consume-me até à exaustão.
Quero-te como um lobo que uiva
Que quer matar a sede.
Quebra as amarras
Deixa-me sem pensar
Sem ouvir, sem falar
Rodeados de velas
De luz.
Despidos de pudor
Escrevo-te e tatuo o teu corpo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca