quinta-feira, 23 de outubro de 2014

QUEM ÉS TU ?



QUEM ÉS TU ?

Um caminhante com medo de se perder
Um ser imperfeito de carne
A quem chamam louco
Anda por caminhos sem bússola
Sem mastro
Sem mapa
Vive nos trilhos da vida
Onde o caminhante
Respira
Ama
Pensa
Não foge
Pará
Reza
Respeita e não fala
Fica em silêncio.
Sente o cheiro das frutas
Das flores, da natureza,
Atravessa oceanos
Mares e só quer ser feliz.!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

QUEM SABE COMO SEREMOS


QUEM SABE COMO SEREMOS

Quem sabe como seremos
Como morreremos ou viveremos
Em busca da felicidade imaginada
Da imortalidade, do equilíbrio que sinaliza
O que é mais autêntico, sentimento nobre do ser humano.
É bom sabermos que fazemos parte desta teia maravilhosa
Que e a vida mesmo no meio da turbulência
Dos interesses, das coisas fáceis, sem harmonia
Temos de aprender a perdoar, esquecer, viver, amar
Sentir, pensar, educar e aprender a escutar
A vida é uma montanha com entardeceres de riscos
Momentos e sentimentos de todas as estações do ano
Rios de dor, mares, sombras,
Sem medo de tirar as pedras do caminho
Dos trilhos de fragas, de cometer todos os erros da vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 7 de outubro de 2014

VERÃO DA NOSSA INOCÊNCIA


VERÃO DA NOSSA INOCÊNCIA

Verão da nossa inocência, aconchegada
No peito das nossas lembranças
Verão no seu restolho quente
Sente-se uma paz, uma ternura
Apaziguadora no peito
Onde as lágrimas são de sal
Que cristalizam o olhar, o olhar dos mais amados
Lembranças, memórias que acariciam o rosto
Rosto de quem ama ou sofre tempestades
Sobre o corpo, a alma, o coração
Lágrimas de desencanto, agarradas às sombras
Sentidos em muros altos difíceis de alcançar
De um verão feito na alma de memórias
Pássaros que cantam, entoam belas melodias
Como um sinfonia de amor, de dor, de um adeus
Caminho de pedras, pedregulhos ou fragas
Apalpamos o chão como se fosse areia movediça
E é só terra, terra fértil, onde afagamos os nossos medos.
As nossas ânsias, as nossas conquistas
As nossas memórias, verão da nossa inocência
Aconchegadas no peito das nossas lembranças.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca