quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"TEMPO"


"TEMPO"

As manhãs explodem...
Num inferno feitos de silêncio.
Onde os estilhaços são flores.
Sombras de pétalas perfumadas.
Feitas de ruínas...
Inacabadas de desistências do meu ser.
Olho o céu.
Sorrio para o vento.
Choro para chuva.
Acaricio o tempo
Onde desnudo-me de palavras.!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"SONHO DESFEITO"


"SONHO DESFEITO"

As vezes não sei o que escrever
Mas, pouco a pouco, no meio do silêncio
Ou do imenso barulho cá de casa as palavras saem.
Começo por escrever que muitas vezes....
Não adianta correr atrás de um sonho
Quando há aberrações que acabam com os nossos sonhos
Seja o que for que a vida tenha reservado para mim
Vou continuar o meu caminho e a sonhar sempre
Mesmo quando as aberrações se cruzam conosco
Sem dinheiro não se faz nada infelizmente
Onde tudo se compra, tudo se paga
A vontade não passa
E a ansiedade que nos consome vai mais calma
Evaporada paciência
Traz ausência de uma estratégia forte
De uma intolerante resistência, em momentos de magia
Pensamento forte de sonhos escritos em palavras
Nunca...nunca deixe o seu sonho morrer
Mesmo que não tenha dinheiro para o concretizar
Sonhar é viver, viver é simplesmente sonhar!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"TALVEZ, TALVEZ"

"TALVEZ, TALVEZ"

Talvez deixe de escrever
Afinal a minha escrita é uma bosta
Poemas tantas vezes feitos de defeitos comuns
Desencontrados, desconexos
Fortaleza solitária, hábito de peito aflito
Pensamentos saudosos
Tempestades de granizo consentidas
Que tristes os gemidos penetrantes
Entranhas frias repartidas
Claros desenganos, certezas de extrema tristeza
Sofreu bravas aventuras
Mágoas minhas, olhos meus, entre os espinhos
Passos dados nas duras serras
Donde habita a maior fraqueza
Alma minha, corpo teu
Esperança esquecida, escritos tão meus!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

FRASE-Outono quente....



Outono quente onde escondo a minha alma na gaveta da cômoda
E os meus olhos entre os livros no cesto do nosso quarto .!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

"ANALISE"


"ANALISE"

O poeta não sente dor mas finge que sente
Ao escrever rouba a dor e o amor que não sente
Não analise o que escrevo, por favor
Escrevo, simplesmente por escrever
Este prazer de escrever
Um prazer tão elevado
Não para editar ou para o exibir
Apenas só pelo simples prazer de escrever
Afinal escrever um poema é gerar um filho parido com amor e dor.
Escrever pelo prazer da escrita
O poeta não sente dor
Mas finge que sente ao escrever a dor e o amor que não sente.!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca